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VIOLÊNCIA - 14/03/2019

Sobrevivente do ataque em Suzano: “Só pedia para Deus salvar a gente”

Sobrevivente do ataque em Suzano: “Só pedia para Deus salvar a gente”

O pavor está refletido nos olhos de estudantes do Colégio Estadual Raul Brasil, no município de Suzano, a 50 km da capital do estado. Cinco dos mais de mil jovens matriculados na instituição e duas dos 121 funcionários foram mortos durante um ataque promovido dentro da escola, nessa quarta-feira (13/3), por dois ex-alunos.

“Eu só pedia para Deus salvar a gente”, lembra Vitor Gabriel Tolosa, 17 anos. “Quando fecho os olhos, vejo aquele menino mascarado atirando na minha direção”, detalha Raphaela Macedo, 17. Ambos sobreviveram ao massacre que matou 10 pessoas no total: além de colegas do ensino médio e servidores da escola, um comerciante da cidade e os dois assassinos.

Horas após o atentado, os jovens sobreviventes, que não se tornaram vitimas por sorte, detalharam ao Metrópoles os momentos de pânico vivenciados na escola. Nem Vitor nem Raphaela sabem se retornarão ao colégio, que ficou banhado de sangue: imagens de uma câmera de segurança mostram o começo do ataque, com um dos assassinos disparando contra quem visse pela frente, e o outro, na sequência, executando os feridos a golpes de machado.

Vitor estava na fila da cantina para pegar a merenda quando ouviu o primeiro disparo. Pensou que era uma bombinha. “Nem dei importância. Quando escutei mais dois disparos, percebi o que estava acontecendo. Foi quando a ‘tia’ viu o atirador e foi tentar fechar a porta [da escola]”, detalha.