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VIOLÊNCIA - 22/11/2018

Morte de Marielle Franco teve participação de milicianos, afirma secretário de Segurança

Morte de Marielle Franco teve participação de milicianos, afirma secretário de Segurança

Milicianos participaram do assassinato da vereadora Marielle Franco (Psol). A informação foi confirmada pelo secretário de Segurança do Rio, general Richard Nunes, em entrevista à GloboNews, nesta quarta-feira. A parlamentar e seu motorista, Anderson Gomes, foram assassinados a tiros em 14 de março deste ano.

Ainda de acordo com Nunes, alguns culpados já foram encontrados, mas a preocupação da polícia agora é "reunir provas cabais" para que os responsáveis não sejam inocentados após denunciados.

"Não é um crime de ódio. Falei isso logo na primeira entrevista que dei, em março. É um crime que tem a ver com a atuação política, em contrariedade de alguns interesses. E a milícia, com toda certeza, se não estava no mando do crime em si, está na execução", disse Nunes. Durante a entrevista, o secretário também comentou que acredita na participação de políticos na execução.

Anistia Internacional cobra respostas

No dia 14 deste mês a Anistia Internacional divulgou um novo relatório sobre o caso Marielle. O levantamento traz informações veiculadas publicamente sobre o caso, com o objetivo de apontar questões graves que não foram respondidas, além de possíveis incoerências e contradições na investigação. A organização ainda sugeriu a criação de uma comissão externa e independente para acompanhar o caso. 

Segundo Renata Neder, coordenadora de pesquisa da Anistia Internacional no Brasil, as autoridades "não respondem às denúncias que vieram à tona", como o desligamento das câmeras de segurança do local do crime dias antes do assassinato, o desaparecimento de submetralhadoras da Polícia Civil do Rio de Janeiro e o desvio de munição do lote pertencente à Polícia Federal.

"As autoridades não respondem às denúncias graves que vieram à tona e, quando se pronunciam, parecem não se responsabilizar pelo que dizem. Marielle era uma figura pública, uma vereadora eleita. Seu assassinato é um crime brutal e as autoridades não estão respondendo adequadamente" afirma. 

O documento traz as informações divididas em cinco categorias: disparos e munição, a arma do crime, os carros e aparelhos usados e as câmeras de segurança, procedimentos investigativos e o andamento das investigações. Além das informações, cada bloco traz perguntas que as autoridades precisam responder.

"É chocante olhar para tudo o que já foi divulgado sobre as investigações do assassinato de Marielle Franco ao longo de oito meses e ver que o padrão foi de inconsistências, incoerências e contradições", disse Renata. O DIA

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