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SAÚDE - 16/01/2022

Crise de hemorroidas pode estragar as férias; Especialista dá dicas para evitar

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Crise de hemorroidas pode estragar as férias; Especialista dá dicas para evitar
Você já imaginou ter suas férias frustradas por causa de uma crise de hemorroidas? Pode ser o fim de um merecido descanso e é por isso que a coloproctologista do Serviço Estadual de Oncologia (Cican), Glícia Abreu, alerta para os cuidados para se evitar esse tipo de crise. Popularmente, o termo hemorroidas foi apropriado para se referir ao quadro sintomático que surge quando o coxim vascular que tem a capacidade de vedar o ânus perde a sua sustentação. 

Como explica Dra. Glicia, atualmente se sabe que hemorroidas são aglomerados de tecido vascular, músculo liso e tecido conjuntivo dispostos em três colunas ao longo do canal anal. "Atribui- se a elas a capacidade de vedar o ânus, impedindo o escape de gases e fezes. As hemorroidas são estruturas normais, mas o termo é utilizado para se referir ao quadro sintomático".

Os sintomas, prossegue a médica, variam desde um pequeno sangramento no papel a um quadro de trombose, geralmente associado a muita dor local.  "A dor pode ser tão intensa, que leva, algumas vezes, à necessidade de uma cirurgia de urgência", afirma a médica, que também é pesquisadora do Centro de Distúrbios Miccionais na Infância, na Escola Bahiana de Medicina.

Um texto publicado no  The Journal of the American Medical Association alerta que "qualquer coisa que pressione as veias da parte inferior do corpo pode levar a hemorroidas, incluindo esforço durante a evacuação; ficar sentado no vaso sanitário por longos períodos; constipação ou diarreia". 

"Por isso que, mesmo nas férias,  é importante manter um ritmo intestinal adequado, que consiste em defecar no intervalo de três vezes por semana a três vezes por dia", explica Dra. Glicia. 

Isso pode ser obtido, segundo a proctologista, fazendo uma dieta rica em fibras, de preferência solúveis, e uma boa hidratação. "Além disso, nada de usar substância abrasivas para limpar a região após a evacuação", alerta. 

Dra. Glicia Abreu reforça que a superfície da hemorroida prolapsada é composta por mucosa, tecido delicado que pode ser traumatizado com o atrito do papel higiênico e, por isso, é sempre uma opção melhor lavar com água. "Nos lugares em que a torneirinha é um item desconhecido, usar uma garrafinha pode ser uma opção para limpeza local". 

A médica diz que evitar biquínis pequenos, tipo fio dental, pode evitar problemas com as hemorroidas. "Isso porque o atrito pode fazer com que elas inflamem", conclui.
Por Assessoria

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