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SAÚDE - 26/08/2020

'Temos que aprender como voltar', diz Badaró sobre nova normalidade

'Temos que aprender como voltar', diz Badaró sobre nova normalidade

O médico infectologista Roberto Badaró comentou os avanços da ciência no conhecimento sobre o coronavírus. Em entrevista a Mário Kertész hoje (26), na Rádio Metrópole, ele comentou que cientistas já sabem todas as informações a respeito do vírus e do alcance que ele pode ter.

"São mais de 27 mil trabalhos publicados. É quase impossível alguém dominar isso, mas a gente consegue entender o que aconteceu. Nós sabemos hoje tudo sobre o vírus, o SARS-COV2. Sabemos como entram na célula, quem são os receptores e tudo. Sabemos sobre fisiopatogenia e como causa a doença, além da epidemiologia e previsões bem feitas com isso. Manifestações clínicas, fator de risco e opções terapêuticas", afirmou o especialista. 

"Agora temos que aprender como retornar à nova normalidade e quais as regras para esse retorno às atividades laborativas, avaliando isso. Esse agora é o maior desafio. Já sabemos sobre a doença, mas não estamos ainda sobre como estamos seguros em retornar. O triângulo da Covid, a base é a maioria das pessoas. Se houver as previsões, sobre o quantas pessoas podem ser contaminadas por uma pessoa. Esses cálculos ainda são imprecisos porque a gente não sabe a segunda parte da pirâmide, que é quem foi infectado e não está sabendo. É um desafio muito grande", acrescentou Badaró.

Na avaliação do médico infectologista, é necessário que os protocolos sejam compreendidos por toda a população. "Vejo inúmeros protocolos e uma confusão muito grande sobre o entendimento do que é a nova normalidade, executando coisas que não sei se tem muito efeito. Medida de temperatura não é uma coisa que ajuda como uma ação preventiva. Utilização dos testes sorológicos eu não sei se tem importância. A utilização da máscara e a maneira como vamos fazer o distanciamento físico, isso também não está dominado. Uns falam em dois metros, um metro e meio e outros falando em colocar barreiras. É preciso que a gente sente e comece a exercitar a nova normalidade com muita cautela. Eu acho fundamental conversar com os gestores sobre como serem feitas as coisas paulatinamente", afirmou o cientista. Informações por Metro1

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