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POLÍCIA - 15/12/2020

Indícios apontam ligação do secretário da SSP com alvos do esquema de venda de sentenças

Indícios apontam ligação do secretário da SSP com alvos do esquema de venda de sentenças

Indícios coletados pelo Ministério Público Federal (MPF) para a nova fase da Operação Faroeste, deflagrada ontem, ligam diretamente o secretário de Segurança Pública, Maurício Barbosa, a alvos que integram o topo do esquema de venda de sentenças no Tribunal de Justiça da Bahia (TJ). Os elos com investigados da Faroeste constam no pedido de prisão apresentado pela subprocuradora-geral da República, Lindôra Maria Araújo, ao relator do caso no Superior Tribunal de Justiça (STJ), ministro Og Fernandes, contra Barbosa. Entre os quais, ligações do celular do chefe da SSP para o falso cônsul Adailton Maturino, preso e acusado de liderar o esquema, e um empresário tido como grande operador financeiro da organização criminosa. 

Calendário suspeito
Os contatos coincidem com o período das operações Oeste Legal, Immobilis e Leopoldo, que tinham como alvos os dois futuros investigados da Faroeste. O que, para o MPF, reforça a tese de que Barbosa agiu para blindá-los e informá-los de ações sigilosas em curso.

Conexão discada
O MPF elenca ainda uma série de contatos feitos no mesmo período para os investigados a partir dos telefones dos dois principais auxiliares do secretário de Segurança Pública: a chefe de gabinete da SSP, delegada Gabriela Caldas, também afastada por um ano, e o superintendente de Inteligência do órgão, Rogério Magno.

Follow the money
Outros indícios citados no pedido ao STJ são um repasse bancário de R$ 11 mil do suposto operador do esquema para a esposa de Maurício Barbosa e o patrimônio do secretário. Segundo o MPF, ele possui imóveis de alto padrão em Salvador e no Litoral Norte e dois BMWs de luxo.

Cal na pá
O avanço da Faroeste, antecipado em 1º de dezembro pela Satélite, melou a chance da ex-chefe do MP da Bahia, Ediene Lousado, no Conselho Nacional do Ministério Público. Há meses, ela espera o Senado avalizar a indicação, mas seu afastamento pelo STJ lhe tirou do jogo. Se a operação provar que ela também agiu para barrar investigações de integrantes do esquema, a vaga já era.

De bandeja
Presa temporariamente ontem, a desembargadora Ligia Ramos Cunha Lima foi acusada por uma assessora de pressioná-la a ocultar provas que pudessem incriminá-la na Faroeste. Em depoimento a investigadores do caso, disse que a magistrada foi à sua residência, na noite de 4 de fevereiro deste ano, para pedir que ela apagasse uma lista de processos sob suspeita no computador que estava em seu gabinete, porque havia sido informada de que entrou na mira da PF. Na ocasião, orientou a auxiliar a avisar, em mensagem cifrada pelo WhatsApp, sobre o êxito da missão.

Arquivo X
A assessora disse que a missão foi cumprida e que informou o êxito pela senha combinada. Antes de apagar, porém, revelou que fez cópia da lista para entregar à polícia.

"São coisas que precisam ser apuradas a fundo. Quem está na vida pública tem a obrigação de andar na linha, e se não andar, tem que ser punido. Não interessa se é juiz, deputado, governador, prefeito" - ACM Neto, prefeito de Salvador, ao comentar a nova etapa da Faroeste, segundo ele, marcada por fatos “gravíssimos”.

Informações por Correio da Bahia

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