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CORONAVÍRUS - 16/07/2020

Família consegue enterrar vítima da Covid sepultada no lugar de outra, após exumação

Família consegue enterrar vítima da Covid sepultada no lugar de outra, após exumação

Foram cinco dias de agonia. O motoboy Felipe Moreira Moura, de 31 anos, morador em Anchieta, contou que finalmente conseguiu, nesta quarta-feira, sepultar o corpo do pai, o aposentado Alfredo Freitas de Moura, de 58 anos, no Cemitério Jardim de Mesquita, em Mesquita, na Baixada Fluminense. A família alegava que o corpo dele havia sido enterrado por engano na sexta-feira no lugar de outra pessoa, no Cemitério São João Batista, em Botafogo, na Zona Sul do Rio. Felipe disse que o erro foi constatado após exumação.

— O sentimento é de paz. Agora sei que meu pai está descansando —afirmou o motoboy.

Segundo Felipe,o pai estava internado no Instituto Nacional de Cardiologia, em Laranjeiras, se recuperando de uma cirurgia do coração quando contraiu na unidade a Covid-19. O homem morreu na semana passada e, de acordo com o filho, teria sido sepultado no lugar de outro paciente, também vítima da mesma doença. Desde então, Felipe e o irmão Fernando, de 28, buscavam o dieito de fazer a exumação para constatar a troca.

Felipe contou que na madrugada da última sexta-feira recebeu uma ligação do hospital informando o falecimento do pai, mas por causa da pandemia, ao chegar na unidade, pela manhã, foi apresentada uma fotografia para fazer o reconhecimento.O rapaz disse, no entanto, que a imagem não era do pai.

Uma nova foto teria sido mostrada a ele cinco minutos depois, esta sim do aposentado. O erro deixou o motoboy intrigado e então ele fez questão de ver o corpo que estava na geladeira antes de ser liberado para a funerária e, para sua surpresa, não era o seu pai.

O motoboy contou que o corpo que seria do seu pai foi enterrado no mesmo dia, enquanto o outro se encontrava na geladeira do hospital até o começo da semana. Este outro corpo, segundo o rapaz, também já foi sepultado. A família de Alfredo ainda não sabe se vai processar o hospital.

— Agora a gente vai ver o que vai fazer. Vamos discutir em família se vamos entrar com processo ou não. Até porque isso não vai trazer meu pai de volta. Está tudo muito recente. Ainda estamos chorando a perda do meu pai — disse Felipe nesta quinta-feira.

Alfredo Freitas de Moura deu entrada no Instituto Nacional de Cardiologia no dia 26 de abril para uma cirurgia que resultou na implantação de quatro pontes de safena. De acordo com o filho, ele estava se recuperando bem e com previsão de alta, quando há cerca de duas semanas começou a sentir falta de ar e foi diagnosticado com Covid-19, contraída no hospital.Felipe ainda não sabe

Antes de falecer, chegou a permanecer entubado por oito dias. Alfredo era metalúrgico e havia se aposentado havia apenas três anos. Ele deixou três filhos, sendo dois homens e uma jovem de 18 anos com necessidades especiais, que aniversariou na segunda-feira.

A Defensoria Pública do Rio, autora da ação que pedia a exumação, informou que o alvará foi concedido na última terça-feira. O Instituto Nacional de Cardiologia (INC) forneceu todos os EPIs para fazer a exumação e o traslado do corpo. A primeira tentativa de deferimento foi no sábado, mas foi negada pelo juiz e pelo desembargador do plantão. Novo recurso peticionado na segunda-feira foi aceito na terça.

Procurado novamente nesta quinta-feira, o Instituto Nacional de Cardiologia informou que “atuou administrativamente para a resolução do caso, dando suporte às famílias, para que tudo fosse resolvido o mais breve possível.” Informações por Extra Online


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