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COMPORTAMENTO - 06/05/2019

“WhatsApp é grande vilão em casos de traição”, diz detetive particular

“WhatsApp é grande vilão em casos de traição”, diz detetive particular

Já diria Marília Mendonça: “Iêê / Infiel / Eu quero ver você morar num motel / Estou te expulsando do meu coração / Assuma as consequências dessa traição”. A infidelidade dentro de relacionamentos não é algo novo, mas nunca foi tão fácil “pular a cerca” e, por isso, a procura por profissionais para identificar casos de adultério tem crescido, especialmente na era das redes sociais.

Uma das principais influências nesse aumento de demanda é exatamente a popularidade dessas mídias, nas quais é possível trocar mensagens e likes, o que pode facilmente levantar suspeitas sobre parceiros e parceiras. Plataformas como WhatsApp, Tinder e Instagram são as que causam maior desconfiança, segundo investigadores particulares de Brasília.

Detetive privado há mais de uma década, Sérgio Barros afirma que muitas pessoas o procuram por causa de alguma suspeita relacionada ao WhatsApp e demais redes. “Hoje em dia, cerca de 70% dos casais têm o smartphone bloqueado, e isso automaticamente cria desconfiança – porque, se há senha, deve ter algo que um não quer revelar ao outro. Esse fato gera perturbação até a pessoa vir contratar o detetive particular. O WhatsApp é o principal vilão, na minha opinião”, esclarece o profissional, à frente do Departamento de Investigação Particular (DPI).

Com quase duas décadas de profissão, o detetive Júnior Monteiro percebe o mesmo padrão. “As redes sociais tiveram um grande impacto na profissão porque as plataformas digitais facilitam a pulada de cerca. Com toda essa conectividade e a exposição visual das pessoas, há mais desconfiança”, argumenta.

As pequenas atitudes são essenciais para despertar a curiosidade. Um dos casos que Sérgio destaca é o de uma cliente que, ao suspeitar da traição do marido, começou a acompanhar cada ação dele no Instagram.

Ele curtia e comentava todas as fotos da suposta amante na plataforma. Ela instalou uma escuta no carro do companheiro e, assim, descobriu que realmente estava sendo traída. Através dos detalhes é possível descobrir as coisas grandes"
Sérgio Barros

Quem mais procura o serviço, segundo o investigador Barros, são as mulheres (entre 55% e 60% do total), e a faixa etária mais comum entre os clientes é de 28 a 50 anos. Ele ainda afirma que, muitas vezes, as pessoas já sabem que estão sendo traídas, mas desejam provas, seja para expor à família e mostrar o que deu errado no relacionamento ou para conseguir benefícios no processo de divórcio. Em 70% dos casos, a traição é confirmada, diz o profissional. “Cerca de apenas 3% se separam após o flagrante”, diz Monteiro.

Outro grupo que usa e abusa do serviço é formado por pessoas prestes a casar e noivar. “Geralmente são pessoas de alto poder aquisitivo que querem confirmar a fidelidade do parceiro ou da parceira antes de firmar um compromisso a longo prazo”, aponta Sérgio. O valor médio de um pacote de 10 dias de investigação varia de R$ 5 mil a R$ 10 mil.


Flagrantes, confrontos e sigilo

Uma das atitudes mais comuns, de acordo com Barros, é confrontar o outro antes de buscar a investigação profissional. Para o especialista, a iniciativa atrapalha em vez de ajudar. “Ao questionar, você alerta o investigado, ele vai ficar mais cauteloso e será mais difícil flagrá-lo”, aconselha.

Outra questão importante levantada pelo detetive é que, apesar de o WhatsApp ser a grande fagulha das desconfianças, é impossível ter acesso às mensagens compartilhadas na rede social, a menos que os clientes tenham acesso aos aparelhos físicos utilizados pelos investigados. “As conversas são criptografadas. Uma alternativa cada vez mais comum é o cliente presentear o parceiro ou a parceira com um novo celular e enviar o item antigo para ser totalmente vasculhado”, revela.


Traição e fama

E se é difícil lidar com uma traição sendo apenas um “civil”, imagina quando se é famoso e possui milhares de seguidores? No começo do ano, uma crise que balançou o entretenimento brasileiro tinha a ver com um escândalo de traição. José Loreto foi acusado de ser infiel à esposa, Débora Nascimento. A situação teria sido descoberta pela atriz por meio de mensagens que o marido teria trocado com outras colegas da Globo.

E Loreto está longe de ser o único exposto pelo celular. O ex-marido de Khloé Kardashian, Lamar Odom, usava o telefone da assistente dele para entrar em contato com os affairs. Eventualmente, a influenciadora descobriu a infidelidade e se divorciou dele em 2013.

Outra personalidade que viveu o drama da traição foi Mileide Mihaile. Enquanto estava com Wesley Safadão, ela rastreou o celular do então companheiro. O que ela descobriu? Que o parceiro estava em um motel, acompanhado da amante na época e atual esposa, Thyane Dantas. METRÓPOLES

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