22 de abril de 2019
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BRASIL - 22/01/2019

Por aumento salarial, servidor mata cadela em ritual macabro

Por aumento salarial, servidor mata cadela em ritual macabro

Policiais militares prenderam dois homens, um deles servidor público, acusados de sacrificarem uma cadela e usarem seu sangue e vísceras em um ritual macabro, na noite de domingo (20/1), no Núcleo Bandeirante. Mesmo sujos com o sangue do animal, os suspeitos foram levados para a 21ª Delegacia de Polícia (Taguatinga Sul), onde foram autuados por maus-tratos.

Enquanto patrulhavam a região, PMs avistaram a cadela já morta, caída na calçada. Quando a equipe se aproximou do bicho, foi possível ver que estava esfaqueado no pescoço. Um homem próximo ao local correu para dentro de uma casa quando notou a presença da viatura. Os militares acompanharam um rastro de sangue que ia do lugar onde o animal estava até a residência do suspeito.

Os PMs bateram na porta e entraram no imóvel. Os suspeitos ainda estavam com a roupa suja. Dentro de uma casinha de cachorro havia um prato cheio com o sangue do animal e, ao lado, uma carta escrita de próprio punho por um dos suspeitos.


Na correspondência, endereçada a Exu Tiriri das Sete Encruzilhadas, o funcionário público se queixa da crise financeira e pede que “seus caminhos” se abram. Na mensagem, diz pedir humildemente para ser contemplado “no processo seletivo para ocupar nova função em meu trabalho e assim aumentar meu salário”, escreveu.

Veja a carta, na íntegra:

Ativista dos direitos dos animais
Indignada, uma pessoa que mora nas proximidades de onde ocorreu a situação gravou um vídeo do momento quando um dos homens é colocado no camburão pela PM. Advogada dos direitos dos animais, Ana Paula Vasconcellos está acompanhando o caso, que será levado à Justiça.

“Foi um crime bárbaro e repugnante que não poderá ficar impune. Além do processo criminal, serão buscadas também as sanções administrativas, com a multa prevista em 40 salários mínimos conforme lei distrital”, disse.

Os militares prenderam os dois suspeitos e levaram a faca, a carta e o corpo do animal para a delegacia na qual a ocorrência foi registrada. Ambos foram ouvidos, assinaram um termo circunstanciado e acabaram liberados. METRÓPOLES

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