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BAHIA - 09/01/2021

Bahia teve em 2020 pior cobertura vacinal dos últimos 10 anos; números preocupam Sesab

Bahia teve em 2020 pior cobertura vacinal dos últimos 10 anos; números preocupam Sesab

A cobertura vacinal da Bahia em 2020 foi a mais baixa dos últimos 10 anos entre pelo menos 8 dos 9 imunizantes básicos do Programa Nacional de Imunização (PNI). Com ansiedade e atenções da população voltadas para a vacina da Covid-19, a Secretaria da Saúde da Bahia (Sesab) destaca a importância da adesão à vacinação de rotina.

 

Vânia Rebouças, coordenadora do Programa Estadual de Imunização, sinaliza que a Bahia acompanha a tendência nacional, que já vinha registrando queda na adesão vacinal desde 2016. O fato é que em 2020, com a pandemia da Covid-19, a situação foi agravada. "É bem paradoxal essa história em relação a nossa cobertura. Enquanto a humanidade anseia pela vacina da Covid-19 para controlar a pandemia, a gente vivencia baixas coberturas vacinais que são importantes para controle e eliminação das doenças”, analisou.

 

A meta de vacinação é de 90% a 95% do público alvo para os imunizantes de rotina. No PNI, elogiado em todo o mundo, estão as vacinas BCG, Rotavírus, Meningocócica C, Pneumocócica 10v, Poliomielite, DTP+HIB+HB (Pentavalente), Hepatite A e Tríplice viral.

 

Os dados da Sesab ainda não estão completamente fechados, mas de acordo com os índices informados pelas prefeituras baianas até 18 de dezembro de 2020 a média alcançada nas salas de imunização do estado foi de 65%. Em apenas em uma das nove vacinas a Bahia ficou acima de 70%.

 

Na BCG o índice foi de 65,3%; Rotavírus 66,2%; Meningocócica 68,1%; Pentavalente 63,4%; Pneumocócica 65,3%; Poliomielite 65,2%; Febre Amarela 58,1%; Hepatite A 64,59%; e Tríplice viral 74,4%.

 

O obstáculo para 2021 agora é conscientizar a população para que os índices voltem ao patamar ideal. Entre as consequências de redução dos vacinados está o aumento dos chamados “bolsões suscetíveis”. O termo técnico diz respeito ao acúmulo de pessoas sem a devida proteção, e no caso do vírus ser introduzido na localidade, rapidamente eclode um surto ou epidemia.

 

“A gente costuma brincar que as vacinas são vítimas do seu próprio sucesso. As pessoas não buscam vacina por acharem, de maneira equivocada, que não estamos correndo risco, quando a gente sabe que os vírus continuam circulando e que por isso é importante manter as vacinas em dia”, comentou Vânia.

 

Em Salvador a chefe do setor de Imunização da Secretaria Municipal da Saúde (SMS), Doiane Lemos, reconhece que em 2020 a vacina de rotina não foi priorizada, e que a adesão não foi suficiente.

 

Diante dos índices, a SMS adotou estratégias para facilitar o acesso da população através da busca ativa. “Em 2020 não tivemos a nosso favor a possibilidade de ir na escolas, faculdades, então a opção eram fábricas, empresas, estações de transbordo, os lugares onde as pessoas estavam”, exemplificou Doiane.

 

A estratégia adotada na capital é bem avaliada pela Sesab e serve de exemplo para outros municípios.

 

“A gente acredita que a vacina tem que ir até o indivíduo. Tivemos êxito em vacinação extra muro, alguns movimentos são necessários para essa busca de faltosos”, comentou a coordenadora do Programa Estadual de Imunização.

 

Vânia explica que a pasta estadual já tinha e agora está reforçando as ações de um plano estratégico para melhorar a cobertura vacinal. “Esse ano nós divulgamos um plano pra trabalhar ações estratégicas, vamos continuar ao longo dos próximos três anos com linhas de atuação que vão corrigir e melhorar a cobertura”, disse ao citar que o plano inclui a educação permanente em saúde, reforço da comunicação, e também a parceria com outros órgãos.  Informações por Bahia Notícias

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