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27 de julho de 2017
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LAVA JATO - 21/04/2017

Léo Pinheiro admite reformas da OAS também no sítio de Atibaia 'a pedido de Lula'

Léo Pinheiro admite reformas da OAS também no sítio de Atibaia 'a pedido de Lula' O ex-presidente da OAS Léo Pinheiro confessou, nesta quinta-feira, 20, em depoimento ao juiz Sérgio Moro, no âmbito da ação penal que se refere ao caso triplex no Guarujá, que a OAS, a pedido do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, realizou reformas no sítio em Atibaia. A Lava Jato sustenta que o sítio em Atibaia, no interior de São Paulo, é patrimônio oculto do ex-presidente Lula, registrado em nome de dois sócios de seus filhos. Lula nega. O empreiteiro relatou que se encontrou inicialmente com Paulo Okamotto, na sede do Instituto Lula, onde a ele foi explicado que seria necessária uma "modificação" no imóvel. Em seguida, Léo Pinheiro teria conversado com o ex-presidente, que, teria apontado problemas relacionados a uma "barragem" e "dois lagos"."Ele disse: 'olha você podia mandar alguém no sábado lá, eu vou estar lá'. Eu disse: 'eu vou'. Fui eu e o Paulo Gordilho, que era diretor de engenharia e da OAS Empreendimentos. O presidente combinou comigo, já que eu não sabia onde ficava, que, no primeiro pedágio da Fernão Dias, eu o aguardasse. Ele passaria e eu seguiria o carro em que ele estava. Isso foi o que aconteceu. Chegando, fizemos uma visita à sede do sítio". Léo Pinheiro relatou ter presenciado outra reunião, desta vez no apartamento de Lula em São Bernardo do Campo, em um sábado, ao lado de Paulo Gordilho, o petista e a ex-primeira dama, onde teriam sido discutidos "alguns detalhes que faltavam do triplex e alguns do sítio". "Nessa data, ficou acordado que tudo que era pedido estava atendido e que poderíamos prosseguir no triplex e com todas as reformas que tinham sido acordadas e solicitadas por ele", lembrou. A defesa do ex-presidente chegou a questionar Moro sobre o fato de que Léo Pinheiro falava sobre o sítio de Atibaia em meio a um depoimento relacionado exclusivamente ao caso tríplex. "Se formos tratar de outros imóveis, me parece que vossa excelência está mudando o padrão anterior e tratando de algo que não é de objeto da ação penal". No entanto, procuradores rebateram a questão apontando que "na página 122 da denúncia", havia "menção expressa à aprovação junto à Dama dos projetos tanto de Guarujá quanto do sitio". O Ministério Público Federal entende que a "Dama", que aparece em trocas de mensagens de responsáveis pelas reformas do triplex, seria a ex-primeira-dama Marisa Letícia, falecida em fevereiro deste ano. "Está indeferida a questão, eu já esclareci, não é questão de ampliar objeto, estamos discutindo a prova, e se houve atos comuns e isso que ele está tentando explicar, nos temos que ouvir sobre os atos comuns, não podemos fazer cisão da prova neste sentido", concluiu Moro. O empresário Léo Pinheiro, presidente da OAS, foi preso pela primeira vez em novembro de 2014, oito meses após a deflagração da Operação Lava Jato. Condenado a 26 anos por prisão por corrupção lavagem de dinheiro e organização criminosa no esquema de corrupção da Petrobras, Léo Pinheiro é amigo pessoal de Lula e, segundo testemunhas - incluindo a empresa responsável pelas reformas do imóvel paga pela OAS - ele teria visitado o apartamento com a ex-primeira dama Marisa Letícia e o filho do ex-presidente, Luís Cláudio. Em nota, Cristiano Zanin Martins, que defende o ex-presidente Lula, negou as acusações e as chamou de "fabricadas" por Pinheiro como "pressuposto para aceitação de uma delação premiada que poderá tirá-lo da prisão". BN

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