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JUSTIÇA - 28/04/2020

Bolsonaro anuncia André Luiz Mendonça como substituto de Moro no Ministério da Justiça

Bolsonaro anuncia André Luiz Mendonça como substituto de Moro no Ministério da Justiça

André Luiz Mendonça será o novo ministro da Justiça e Segurança Pública. Mendonça ocupava o posto de ministro da Advocacia-Geral da União e, agora, será o substituto de Sergio Moro.

A decisão foi publicada no Diário Oficial da União desta terça-feira (28).

Mendonça virou o favorito para assumir a pasta na segunda-feira (27), após críticas em torno do nome de Jorge Oliveira — que era o nome mais cotado até então. Oliveira foi padrinho de casamento e chefe de gabinete de Eduardo Bolsonaro.

O ex-AGU conhece o presidente Jair Bolsonaro desde novembro 2018, quando foi nomeado para o antigo cargo. A indicação de André para a pasta tem respaldo do STF, já que o advogado tem boa relação com o presidente do Supremo, Dias Toffoli. Seu nome também era cotado por Bolsonaro para assumir uma vaga na Corte.

Jose Levi Mello do Amaral Júnior foi nomeado para o cargo de Advogado-Geral da União.

Demissão de Moro

Sergio Moro pediu demissão da pasta nesta sexta-feira (24). Em entrevista coletiva, em Brasília, o ex-juiz federal disse que a exoneração de Maurício Valeixo da diretoria-geral da PF foi uma interferência política do presidente Jair Bolsonaro na corporação.

“Falei ao presidente que seria uma interferência política e ele disse que seria mesmo”, relatou Moro sobre a conversa com Bolsonaro em relação à troca de Valeixo. “O problema não é a questão de quem colocar, é por que trocar e permitir a interferência política na Polícia Federal”, continuou.

Segundo Moro, o presidente Jair Bolsonaro queria que Valeixo fosse substituído por alguém da confiança dele e de quem fosse próximo. “O presidente me disse mais de uma vez que queria uma pessoa do contato pessoal dele, que ele pudesse ligar, colher informações e relatórios de inteligência”, explicou. “Não é o papel da Polícia Federal prestar esse tipo de informação”, defendeu o ex-ministro, citando que nem os ex-presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff, investigados pela Lava Jato, fizeram isso.

“Ele me disse isso expressamente, pode ou não confirmar, mas não entendi apropriado. Se esse alguém [novo diretor-geral], sendo da corporação e aceitando substituição, não conseguir dizer ‘não’ a uma proposta assim, fico na dúvida se vai dizer ‘não’ em relação a outros temas”, continuou o ex-juiz federal.Informações por Jovem Pan

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