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Notícias

GREVE - 28/05/2018

Caminhoneiros bloqueiam acessos ao Porto de Santos

Caminhoneiros bloqueiam acessos ao Porto de Santos

Os caminhoneiros autônomos bloqueiam os acessos ao Porto de Santos, no litoral de São Paulo, há oito dias. A mobilização, que começou na última segunda-feira (21), permanece na Baixada Santista e no Vale do Ribeira. A categoria pede redução do preço dos combustíveis e o aumento do valor do frete cobrado.

O presidente anunciou, neste domingo (27), novas medidas para a redução no valor do diesel, em mais uma tentativa de por fim à paralisação dos caminhoneiros. Mesmo com isso, os protestos continuam na região e os moradores da Baixada Santista e Vale do Ribeira seguem enfrentando problemas de abastecimento, de alimentos e combustíveis, transporte público e outros.

Veja os principais reflexos da paralisação na Baixada Santista e no Vale do Ribeira:

Transporte público

Cidades operam com frota reduzida de ônibus, assim como o transporte metropolitano. A travessia de balsas e barcas também diminiu as embarcações em operação para racionar combustível.

A Empresa Metropolitana de Transporte Urbanos (EMTU) informou que 60% da frota está em operação na Baixada Santista. Segundo a concessionária, nessa região circulam por dia 500 ônibus que operam cerca de 70 linhas e transportam 200 mil passageiros.Em Santos, Guarujá, Bertioga, Praia Grande e Peruíbe as concessionárias operam com frota reduzida para racionar combustível e possibilitar que o serviço permaneça em operação ainda durante a greve.A Dersa, que opera a travessia de balsas no litoral paulista, opera com capacidade reduzida, poupando embarcações para prolongar ao máximo o estoque de diesel. Além disso, as viagens ocorrerem com taxa máxima de ocupação.
Educação

Prefeituras da região decidiram suspender as aulas na rede pública nesta segunda-feira (28). As universidades também.

Guarujá anunciou que as aulas da rede pública e o atendimento nas escolas na segunda-feira e na terça-feira (29) estão suspensas.Peruíbe anunciou esquema especial para rede municipal de ensino para segunda, terça e quarta-feira (30). O contraturno está suspenso em todas as unidades, assim como atendimento especializado e recuperação paralela. Não haverá aula na zona rural. Estão mantidas as aulas do ensino regular e da Educação de Jovens e Adultos.Bertioga anunciou que estão suspensas as aulas e todas as atividades nas escolas municipais, nesta segunda e terça-feira, devido a dificuldade de locomoção dos professores e demais funcionários da rede municipal de ensino, o que prejudicaria o funcionamento regular das escolas e creches.Cubatão decretou ponto facultativo e não haverá aula na rede municipal nesta segunda-feira.As demais prefeituras da região afirmam que as aulas estão mantidas na normalidade.A Unisantos, Unaerp, Fatec Praia Grande, Unibr, Esamc, Unisanta, Unip, Unifesp e a Unimes decidiram suspender as aulas nesta segunda-feira. A Universidade São Judas - Campus Unimonte também não suspendeu as aulas de segunda e terça-feira.

Coleta de lixo e serviços públicos

A Prefeitura de Santos informou, no domingo (27), que a coleta de lixo urbano ocorrerá normalmente na segunda-feira.

O prefeito de Guarujá, Válter Suman, decretou np sábado, Situação Excepcional de Emergência para que os serviços municipais não fiquem desabastecidos devido à greve. O decreto permite escolta policial para realização das atividades, se for necessário.O prefeito de Cubatão, Ademário Oliveira, decidiu decretar ponto facultativo nesta segunda-feira e situação de emergência no sábado. O objetivo é reduzir os reflexos da crise de combustível no transporte público.O prefeito de Peruíbe, Luiz Mauricio, também declarou situação de emergência em razão da escassez de combustíveis. O prefeito também assinou decreto criando o Comitê de Crise para gerenciar as ações a serem tomadas diante das possíveis consequências da greve.
Combustível

O presidente do Sindicombustíveis Resan, José Camargo Hernandes, informou ao G1 na noite de sexta-feira (25), que somente 1% dos postos das duas regiões possui diesel para ser comercializado. Aproximadamente 300 postos são associados à entidade.A Fundação Procon informou que notificou os proprietários de dois postos em Santos na sexta-feira para que apresentem as notas fiscais da compra de combustíveis. Os fiscais apuram eventual abuso em relação ao preço de venda ao motorista.

Alimentação

Supermercados da região já estão com as prateleiras vazias.

A Associação Paulista de Supermercados (APAS) afirma que as paralisações dos caminhoneiros autônomos já causam desabastecimento nos estabelecimentos.A rede de supermercados Carrefour orientou as gerências das lojas a restringir a compra a cinco unidades de cada produto para prevenir desabastecimento.

Porto de Santos

Grupos de caminhoneiros autônomos permanecem em acampamentos nos acessos à Margem Esquerda, em Guarujá, na Margem Direita, em Santos, e em frente aos portões do pátio rotativo, em Cubatão. Eles negam bloqueios.A Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp) informou, na noite de sábado (26), após uma reunião com as Forças Armadas e com a Polícia Federal, que não existe "nenhuma barreira ou qualquer outro tipo de impedimento para o acesso ao Porto de Santos".Vinte dois fuzileiros navais foram deslocados pela Marinha do Brasil para manter as operações e garantir a segurança do Porto de Santos, neste sábado. No do domingo, mais 260 fuzileiros chegaram ao cais a bordo do Navio Doca Multipropósito Bahia. A medida emergencial é decorrente do decreto presidencial para a Garantia da Lei e da Ordem.A Codesp informou ao longo da semana que mantém as operações no costado, com o embarque e desembarque de cargas nos navios, e na movimentação de mercadorias a partir de ferrovia (26%) e de dutovia (4%).Os terminais iniciaram racionamento para manter as operações internas. A Santos Brasil e a Brasil Terminal Portuário (BTP) conseguiram liminares na Justiça para que a polícia escolte às empresas caminhões-tanque com combustível para poder garantir as atividades.Pescadores, em solidariedade ao movimento dos caminhoneiros, bloquearam por 1h30 o canal de navegação ao Porto de Santos, o maior e mais importante do país. A travessia de balsas entre as margens ficou paralisada e dois navios tiveram a manobras canceladas.
Aeroportos

Voos e decolagens de aeronaves não foram impactados nos dois aeroportos da região.

A Voa SP, concessionária que administra o aeroporto de Itanhaém, afirmou que possui reserva de combustível de aeronaves suficiente para, pelo menos, 10 dias. A empresa informou que as operações no terminal ainda não foram impactas com a mobilização dos caminhoneiros.

A Base Aérea de Santos, localizada em Guarujá, não informou se houve desabatecimento de combustível na unidade militar, que opera normalmente.

Indústria

Empresas do Polo Industrial de Cubatão já implementaram redução de produção e de transporte de funcionários.

O Centro de Integração e Desenvolvimento (Cide) e o Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp) de Cubatão, informaram, em nota, que as empresas associadas foram impactadas no recebimento de matérias-primas e escoamento de produtos finais.

Energia e abastecimento

A CPFL Energia, que atende parte das cidades Baixada Santista, informou que adotou um plano de contingência. O objetivo é garantir a continuidade do fornecimento de energia e a manutenção prioritária dos serviços emergenciais aos clientes.

As equipes operacionais de energia irão priorizar o atendimento a clientes especiais, como hospitais e UTIs domiciliares, e a realização de serviços emergenciais e ocorrências que comprometam a segurança da população.

Rodovias com protestos

O Sistema Anchieta-Imigrantes, a Rodovia Rio-Santos e a Rodovia Régis Bittencourt registram protestos desde o início da paralisação dos caminhoneiros.

Na Rodovia Régis Bittencourt, há pontos de bloqueios em Miracatu e em Jacupiranga, no Vale do Ribeira. O tráfego está liberado apenas para veículos leves, ônibus e ambulâncias, segundo a Polícia Rodoviária Federal.A Ecovias, que administra o Sistema Anchieta-Imigrantes (SAI), possui uma liminar que impede pontos de bloqueios na pista. A concessionária afirma que há bloqueios nos acessos ao Porto de Santos, mas já em área urbana. G1

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