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ELEIÇÕES 2020 - 04/10/2020

"Nos últimos 20 anos, cooperativas serviram para dar emprego a lideranças políticas", critica Beto Tourinho

Vereador há 28 anos em Feira de Santana, o candidato à Prefeitura pelo PSB, Beto Tourinho, analisou a situação do funcionalismo público no município. Segundo o socialista, nos duas últimas décadas - período comandado pelo grupo ligado a José Ronaldo (DEM) e Tarcízio Pimenta (DEM) - se desenvolveu um sistema de distribuição de cargos às cooperativas, por meio de contratos de prestação de serviços.

"Nos últimos 20 anos, as cooperativas serviram para gerar emprego para lideranças políticas, cabos eleitorais. Serviu para descompensar, prostituir a política . Foi uma maneira encontrada de fazer política com dinheiro do poder público [...] as cooperativas irrigam o processo político, deixam viciado", criticou o edil, em entrevista ao BNews, que esteve na cidade para cobrir a Eleição.

Beto explica que existe um processo de desvalorização dos servidores efetivos, que chegam a ganhar a metade do que recebem os cargos indicados. Ele afirmou que pretende, caso vença o pleito em novembro, abrir concursos públicos para ocupar as vagas nos municípios e estabelecer um rigoroso processo seletivo. 

Representante de uma das três candidaturas de partidos aliados da base governista, Beto prefere não acreditar em uma influência determinante não apenas de Rui Costa, mas como de outras figuras de representatividade nacional. Filho do ex-prefeito José Falcão, ele se orgulha de dizer que a sua candidatura não está ancorada em nomes da velha política.

"Tradicionalmente, nas eleições municipais, não se costuma estadualizar ou nacionalizar a disputa. Acho, inclusive, um fato muito positivo, pois muitas vezes é uma maneira de obter interesse político, quando se liga a uma autoridade do Estado ou presidente da República. Todos os partidos têm posições políticas, mas temos que estar, no momento, discutindo propostas para o município [...] não estamos atrelados a ex-prefeitos, pseudo-lideranças políticas, que representam mandonismo e continuidade", pontua.

A avaliação de Beto do mandato de Colbert é negativa. Mesmo atrelando alguns dos problemas vividos por Feira na educação e saúde, por exemplo, à gestões anteriores a do emedebista, o vereador lembra que todos fazem parte do mesmo grupo e tiveram a chance de mudar a realidade do município. Ele se diz surpreso com a ineficiência do atual prefeito, que é médico e atuou como professor, justamente nestas duas áreas.

"Colbert é médico, esperávamos que tivesse uma melhoria significativa na saúde, mas hoje vimos o contrário. Chega nas UPA's faltam médicos, especialistas, nos CAP's faltam medicamentos de uso contínuo [...] ele até pouco tempo atrás era professor, teve vida formada no magistério e temos os piores índices de educação. Bom que se diga que estes resultados não são específicos da sua gestão, mas ele aumentou esse fosso", alfinetou.

De acordo com o prefeiturável, o Centro de Abastecimento, uma das prioridades em seu plano de governo para uma reestruturação, está abandonado. "Jogado às drogas, prostituição, sujeira", lamentou. 

A Prefeitura chegou a construir um Shopping Popular para abrigar os comerciantes informais, mas segundo Beto Tourinho os próprios trabalhadores admitiram que não iriam conseguir arcar com os custos para manter o negócio no local. "Um contrato draconiano, uma PPP onde os próprios ambulantes reconhecem que que não vão conseguir pagar", complementou.

Ao lembrar da sua experiência à frente da Secretaria do Meio Ambiente, à época em que o prefeito era José Ronaldo (DEM), Beto se orgulha de ter conseguido ser eleito nos anos seguintes, apesar de ter passado por uma pasta vista como "pouco popular" pela aplicação de multas e apreensão de som, por exemplo.

Hoje opositor do grupo do líder do DEM, o vereador na ocasião estava filiado ao PV, partido aliado do então prefeito. 

Em 2019, no entanto, quando foi deflagrada pelo Ministério Público e Polícia Federal a Operação Pityiocampa, que apurava irregularidades em contratos com uma cooperativa de saúde, e o ex-prefeito José Ronaldo foi indicado por suspeita de participação no esquema criminoso, Beto Tourinho rompeu com o partido e retornou ao PSB.

Ele lembra que chegou a pedir, mesmo filiado ao PV, uma CPI para apurar o caso, o que não aconteceu. O pedido de instauração só recebeu 4 votos favoráveis dos 21 vereadores - eram necessários 7. Segundo Beto, o prefeito Colbert Martins chegou a falar que "vereador do governo não pedia abertura de CPI". Teria sido a gota d'água para sua saída da legenda. Por B News

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