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BRASIL - 06/12/2017

Cafetão fatura R$ 50 mil por mês explorando mulheres

Cafetão fatura R$ 50 mil por mês explorando mulheres

Investigado na Operação Eros, que apura um esquema de exploração sexual no coração de Brasília, um homem de 64 anos é apontado por investigadores da 5ª Delegacia de Polícia (área central) como o maior cafetão da região.

José Luiz Saran movimentaria cerca de R$ 50 mil mensais gerenciando a prostituição de mulheres empregadas em três casas de massagem de sua propriedade. Saran e sua companheira, Josenilda da Silva, 39, foram indiciados pela prática de rufianismo, que envolve o recebimento de dinheiro por sexo praticado por terceiros. A pena prevista no Código Penal Brasileiro para o delito é de 1 a 4 anos de reclusão, além de multa.

Instaladas no térreo do hotel Garvey, no Setor Hoteleiro Norte, as três clínicas operam simultaneamente atendendo homens à procura de sexo discreto. Disfarçados de centros estéticos, os estabelecimentos empregam pelo menos oito garotas de programa, que se dividem em turnos para trabalhar nas três casas. De acordo com as investigações, Saran e Josenilda conduzem o negócio há pelo menos 15 anos, com mão de ferro.

De acordo com as apurações, o casal cobra uma comissão de R$ 55 para cada programa consumado nas clínicas. Em média, cada prostituta que trabalha na New Esthetic, na Brasília Sthetic Center e na Pro Sthetic faz quatro programas sexuais por dia, o que renderia aos aliciadores cerca de R$ 50 mil a cada 30 dias.

“Muitas das garotas ouvidas na delegacia dizem que trabalham sete dias por semana e chegam a manter relações sexuais com seis ou sete homens em apenas um dia de trabalho”, disse o delegado da 5ª DP (Área Central), Luiz Gustavo Neiva.